Monopólio da Violência
A violência do Estado – mesmo num Estado democrático – não é legítima por natureza (...) Pelo voto ou por qualquer outro acto de cidadania não atribuímos ao Estado nenhum monopólio, muito menos esse. É o Estado e as suas instituições da violência que têm em cada momento, em cada uma das suas acções violentas, de não deixar alienar a legitimidade que lhes é outorgada pelo reconhecimento dos cidadãos.
António Guerreiro
A Violência Ilegítima, Acção Paralela, Suplemento Ípsilon, Jornal Público